BTS 2019 | Sessão de Projeção: Padrões Reconhecíves

Padrões Reconhecíveis

Quarta-feira | 11/09 – 12h | Cine Metrópolis – UFES

Fossils
Mayank Modi e Tanya Jaiswal, Índia, 1’30”

Pode a música, com todas as suas complexidades e ritmos, ser reduzida a algo tão simples quanto uns e zeros? Buscamos encontrar uma resposta. Esta é uma abstração tão simplificada quanto possível da música. Composição de Camille Saint-Saëns.

Dive In
Nicola Gastaldi, Reino Unido, 1’45”

Um conto ilustrado de uma jornada subaquática, na qual se encontram paisagens tempestivas, monstros inesperados, um mundo de vales e cavernas suspirantes, peixes grandes e pequenos, assim como baleias ocultas. Inspirado pelo trabalho de designers como Fortunato Depero, Enzo Mari e Bruno Munari, esta animação atende a crianças e adultos. Música generativa de Luigi Mastandrea e voz de Paula Masterton.

Tetradic Truchet
Jeremy Bessoff, Estados Unidos, 3’

Um estudo animado de padrões criados por meio de arranjos aleatórios de ladrilhos de Truchet. Som de David Colagiovanni.

Katagami
Michael Lyons, Japão, 2016, 03’15”

Esta animação stop motion foi feita por meio da fotografia e refotografia de antigas estampas de kimono em positivo e negativo. Jogando com nossa percepção ambígua, pequenas variações nos padrões geram movimento aparente. Filme feito em Super 8 e revelado com matcha (pó de chá verde).

Cosmos Obscura
Katherine Balsley, Estados Unidos, 4’

Em Cosmos Obscura, o universo é ao mesmo tempo conhecido e incognoscível. Novos padrões, ritmos e metáforas nascem dos antigos e os corpos celestes do conjunto são refratados em formas estranhas e incomuns. Desenho de som de Irina Escalante Chernova.

Liquid Traits of an Image Apparatus
Vera Sebert, Áustria/Alemanha, 2019, 7’22”

Na superfície da tela, códigos abstratos aparecem de modo sensível. Distanciadas de seu sentido original, as instruções da máquina servem como base para instruções humanas. Elas se condensam em imagens e irrompem em nosso olhar. Assim, nossa percepção corporal e interpretação midiática se tornam protagonistas de um filme sem narrativa.

RawM.2.epc
Emilio Hernandez Cortes e Tonalli R. Nakamura, Mexico, 2018, 05’24”

Trata-se de um espaço hipotético completamente homogêneo, caracterizado por propriedades iguais e consistentes, em que os movimentos e as atividades seriam igualmente fáceis ou difíceis de se concretizar em qualquer direção e localidade.

Subterranean Homesick SSTV Blues
Patrick Lichty, Estados Unidos, 2015-17, 8’10”

Uma interpretação do clipe Subterranean Homesick Blues, de Bob Dylan, transmitido por um Robot 400 Slow Scan Transceiver, de 1978, e gravado com uma câmera USB de bolso. A fim de compensar a lentidão do aparelho, o material foi reeditado, fazendo com que as cartelas apareçam a cada sete segundos, de forma a viabilizar uma transmissão apropriada. Para se ajustar ao tamanho do vídeo, a duração da canção foi alongada, usando o Timestretch de Nasca Octavian Paul.

Buzzing
Jorge Mario Zuleta, Costa Rica, 02’25”

Um vídeo abstracionista, baseado no movimento de uma abelha mutante por uma paisagem multicolorida bizarra. Inspirado no magnífico Neon Fly, da The Plastic Jazz Orchestra.

An Autonomous Agent Choreo
Toni Mitjanit, Espanha, 2016, 07’31”

Animação abstrata generativa criada por meio de programação e interação da audiência. Um rebanho de agentes autônomos governado por leis físicas de atração e repulsão é sujeitado às vontades de uma coreografia geométrica. As distribuições antinaturais produzem padrões que alteram nossa percepção de cor, forma, textura e ritmo. A trilha também é produzida de modo generativo, de acordo com o movimento dos agentes autônomos. Características como velocidade, aceleração e posição determinam a síntese sonora. A melodia acompanha os padrões geométricos adotados pelo rebanho.

Eidolon
Jeroen Cluckers, Bélgica, 2018, 02’37”

Eidolon estuda as qualidades transformadoras da luz passageira – reflexos dos faróis de uma ambulância, céu do pôr do sol, nuvens ao crepúsculo – em um instável arquivo de vídeo. Como partículas extraterrestres interagindo com a atmosfera da Terra, fótons tocam e transformam a imagem digital, tornando-se pixels que fluem como ondas de luz por esta pintura cinematográfica, iluminando a cena.

Garoto Transcodificado a partir de Fosfeno
Rodrigo Faustini, Brasil, 2’10”

Enclausurado em fosfeno, um material bruto documental desvela seu eu digital, regredindo à sua infância abstrata, uma imagem-memória deslocada de sua dependência de referentes, afetada por sua vida interna. Um computador vê sem olhos, um algoritmo imagina.

Moon (for Alan)
Laurel Beckman, Estados Unidos, 01’45”

Uma homenagem abstrata ao britânico Alan Turing (1912-1954), matemático, cientista da computação, criptoanalista, filósofo e ícone gay. Pioneiro da ciência da computação e da inteligência artificial, Turing foi responsável por quebrar o código alemão Enigma, levando à derrota da Alemanha Nazista. Em 1950, publicou um artigo detalhando um jogo de imitação capaz de comparar expressões humanas e maquínicas. Com o desenvolvimento da IA e do machine learning, a definição do que significa ser humano parece estar precariamente ligada aos nossos desejos e vontades. Extraído de: RedPepper, robô There’s Waldo, feito para testar as capacidades do novo serviço de visão AutoML da Google, em agosto de 2018.

View of I-5/Mt Ashland, 11am on a Thursday
Lou Watson, Estados Unidos, 2’58”

Um trecho da rodovia interestadual 5, visto da antiga rota 99, uma milha ao norte da fronteira entre a Califórnia e o Oregon, com o monte Ashland situado à distância. A cada pista da estrada foi atribuída uma nota musical diferente, que toca quando veículos atravessam as placas de limite de velocidade. A composição resultante é completamente definida pela velocidade e frequência do tráfego nesse trecho da rodovia.

Righteous Energy
Maria Constanza Ferreira, Estados Unidos, 3’35”

Uma luz, com o zelo e a energia de uma força autônoma, se move pela cidade, refletindo, refratando, abstraindo.

Los Angeles II
Angela Ferraiolo, Estados Unidos, 2013, 02’30”

Um campo de interesse comum para artistas generativos é o efeito do caos nos sistemas ordenados. Em Los Angeles II, pequenas quantidades de caos e acaso são introduzidas na organização de pixels de uma imagem. O vídeo resultante demonstra o embate entre ordem e caos conforme as regras de disposição do frame começam a desmoronar.