Pesquisa artística: Tadeu Jungle e Raquel Garbelotti

quinta-feira, 01/06, 16h30

A realidade virtual como é vista (ou não vista) hoje
Tadeu Jungle

Tadeu Jungle apresentará um breve relato da origem da realidade virtual (VR), bem como o estágio atual do seu uso no Brasil e no mundo. Durante a apresentação, Jungle vai mostrar trechos dos seus documentários Rio de Lama, lançado em 2016, e trechos do recém-lançado Fogo na Floresta, o primeiro filme em VR a ser exibido no festival de documentários É Tudo Verdade.

Tadeu Jungle é roteirista e diretor de cinema, TV e realidade virtual. Foi um dos precursores da videoarte no país. Escreveu para vários jornais e revistas sobre vídeo e televisão. Apresentou e dirigiu programas de TV, entre eles o emblemático Fábrica do Som, nos anos 80, lançando várias bandas que são famosas até os dias de hoje. Concebeu e dirigiu programas e séries de TV – ficção e documentário – para as TVs Globo, Cultura e Band. Dirigiu o longa-metragem de ficção Amanhã Nunca Mais, com Lázaro Ramos. Em 2015 realizou duas videoinstalações para o Museu do Futebol e para o Museu do Amanhã. Videofotopoesia é o livro que mostra seus 30 anos de atividades artísticas. Rio de Lama, de 2016, é o curta-metragem feito em Realidade Virtual retratando os sobreviventes da maior tragédia ambiental do Brasil, em Mariana. Lançou neste ano, no festival É Tudo Verdade, outro filme em VR chamado Fogo na Floresta, sobre o dilema dos índios Waurá. É sócio da produtora Academia de Filmes. www.tadeujungle.com.br

 

Mais-que-cinema, quase-arquitetura
Raquel Garbelotti (Ufes)

A artista visual Raquel Garbelotti desenvolverá aproximações das suas obras às questões de arquitetura, espaço e projeção. A artista desenvolveu pesquisa em seu doutorado na ECA/USP sobre o cinema de exposição. Trará para a fala questões dos dispositivos instalativos e sua noções de participação X interatividade.

Raquel Garbelotti é artista e pesquisadora. Doutora pela ECA/USP em 2011. Docente na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) desde 2004. Sua pesquisa relaciona-se com os problemas da vídeo-instalação e o cinema de exposição, da qual apresentou desdobramentos em exposições no Brasil e exterior, como o vídeo Involuntary Movement, realizado para a exposição SNEZZE 80X80, na Gazon Rouge Gallery, Atenas/Grécia em 2004. Desde 2002 trabalha com questões do vídeo e vídeo-instalações, como em projeto apresentado na 25ª  Bienal de SP (Boa Vista), em 2002, e também o trabalho em vídeo e maquete na exposição coletiva COVER = Encenação + Repetição, no MAM de São Paulo, em 2008.